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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cristãos protestam contra peça com Jesus como transexual

Cerca de 300 manifestantes realizaram um protesto à luz de velas do lado de fora de um teatro em Glasgow, na Escócia, no dia da estreia de uma peça que retrata Jesus como um transexual.
O protesto foi realizado na noite de terça-feira (4) em frente ao Tron Theatre, onde o espetáculo “Jesus, queen of Heaven” (”Jesus, a rainha do Paraíso”, em tradução livre) está em cartaz, como parte do festival de artes Glasgay!, que celebra a cultura gay, bissexual e transexual da Escócia. A peça, cuja temporada termina sábado (7), foi escrita e é encenada pelo autor transexual Jo Clifford.
Os manifestantes cantaram hinos religiosos e levantaram cartazes, com mensagens como: “Jesus, rei dos reis, não rainha do Paraíso” e ”Deus: meu filho não é um pervertido”.
Os organizadores do festival, que afirmaram que não têm a intenção de incitar reações ou ofender ninguém, classificaram os cartazes de “provocativos” e disseram que eles podem ser vistos como incitação à homofobia.
Produtor rebate protestos
O produtor do Glasgay! Steven Thomson disse que “‘Jesus, queen of Heaven’ é um trabalho de ficção literária explorando a viagem pessoal de fé do artista como um transgênero”.
“O Glasgay! Apoia o direito de liberdade de expressão das artes e oferece ao público uma visão diversa da vida GLBT (gays, lésbicas, transexuais e bissexuais). Este trabalho não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença, mas respeitamos o direito dos outros de discordar desta opinião. Vamos dar as boas vindas a membros do público genuinamente interessados que queiram entender a intenção artística por trás deste trabalho”, afirmou Thomson.
O Glasgay! é descrito como “a comemoração anual da cultura gay da escócia” e é financiado pelo Conselho das Artes da Escócia, Event Scotland, pelo Bureau de Marketing da cidade de Glasgow e pelo Conselho da Cidade de Glasgow.
Fonte: G1/Gospel +

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Marina Silva diz sofrer preconceito por ser evangélica

A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta terça-feira que nunca atuou como parlamentar em defesa dos interesses específicos dos evangélicos e disse que muitas vezes sofreu preconceito pelo fato de ser cristã evangélica, apesar de ser a religião que mais cresce no Brasil hoje.
Em visita a Washington, a senadora disse ainda que as pessoas que se opõem às suas ideias gostam de distorcer sua opinião qualificando-a de intransigente defensora do criacionismo e contra o aborto.
- Muita gente me diz: como você pode ser tão inteligente se você é evangélica? Eu não sei se isso é um tipo de preconceito, mas acho que há muitos equívocos sobre a minha fé religiosa e minha atuação política.
Eu defendo o Estado laico, não acho que o Estado tenha que tomar partido desta ou daquela religião e acho ate que os evangélicos são muito agradecidos pelo Estado laico brasileiro, que os permitiu crescer como religião.
Sobre o aborto, Marina defendeu que o assunto não seja regulamentado pelo Executivo diante das opiniões muito divergentes sobre o tema. Para ela, o melhor caminho seria um plebiscito.
Fonte: Imparcial Online /Gospel +

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bangladesh: Muçulmanos invadem terreno usado por uma igreja

Invasores muçulmanos, falantes da língua Bengali, tomaram 5 acres de um terreno abandonado de propriedade do governo, o qual havia sido anteriormente usado por uma igreja, e acusaram falsamente os cristãos pelos danos causados à terra, localizada no distrito montanhoso Khagrachari, na região sudeste de Bangladesh, informaram líderes cristãos.
Kiron Joti Chakma, diretor administrativo da Igreja Batista da Graça do distrito Khagrachari, contou ao Compass que os invasores tomaram o prédio da igreja e os 5 acres de terra na vila de Reservechara, no mês de junho, e registraram queixa no dia 4 de agosto contra cinco cristãos indígenas. Os muçulmanos falantes de bengali tinham vindo de outras regiões de Bangladesh devido a um programa de assentamento do governo, que teve início em 1980.
“Na queixa, os invasores mencionaram que os cristãos tinham cortado as árvores e danificado as lavouras em suas terras, e por isto deveriam pagar 250 mil taka (3. 690 dólares), relatou Chakma. “Nós cultivávamos abacaxi no terreno ao redor da igreja. Porém, os invasores destruíram nossa plantação e construíram duas casas lá”.
O governo concedeu aos cristãos o uso da terra. Líderes indígenas disseram que o desapossamento de terras nas regiões de Colinas, terrenos ondulosos sob jurisdicação da polícia de Dighinala, situada a 300 quilômetros a sudeste de Daca, recomeçou durante o mandato do governo provisório apoiado pelo exército no biênio 2007/ 2008.
“A ação continua em andamento, no entanto nossas tentativas de deter o desapossamento de terra não são páreo para os órgãos de administração e aplicação da lei”, disse um dos acusados, Mintu Chakma, 32 anos.
Quando ele se apresentou à delegacia de polícia devido à falsa acusação contra os cristãos, ele contou, o líder dos invasores bengaleses estava lá e o ameaçou em frente aos oficiais, dizendo: “Eu posso acabar com dezenas de pessoas como você! - Eu vou por fim à sua vida”.
Líderes das igrejas informaram um acampamento militar das proximidades sobre a invasão. Agentes militares afirmaram que tomariam providência, entretanto, nada havia sido feito até então, informaram os cristãos.
“Nossos líderes informaram o comandante regional, o qual nos assegurou que medidas necessárias seriam realizadas, entretanto, procedimento algum contra aqueles invasores de terra e incendiários havia sido tomado até então”, disse Liton Chakma, 25 anos (Chakma é o nome da tribo), um dos cristãos acusados no caso da Igreja Batista.
Os invasores muçulmanos incendiaram o prédio da Igreja Adventista do 7° dia em 2008 na vila de Boachara, próximo à vila dos cristãos batistas da graça, em uma ação que visava intimidar os indígenas de se tornaram cristãos, relatou Liton Chakma. Ele informou ao Compass que invasores bengaleses dificultaram o trabalho de construção da igreja em agosto de 2007. “Muitos dos recém-convertidos perceberam que os incendiários não tinham sido punidos, e muitos deles retornaram ao budismo, ele contou. “O exército e a administração local abriu espaço para que eles agissem com tal selvageria. Eles tornam sempre a nos ameaçar e a prestar queixas contra nós. Segundo Mintu Chakma, invasores muçulmanos tomaram um terreno próximo à sua casa em 2007. “Eles não somente destruíram minha plantação de abaxi, mas construíram uma mesquita lá”, relatou. O inspetor da polícia local, Suvas Pal, inteirou o Compass de que nem os indígenas nem os invasores bengaleses eram os proprietários da terra. Este caso se trata de possessão do governo, terra abandonada, informou.
Fonte:Compass Direct/Portas Abertas

Igreja é incendiada no vilarejo de Jakaram

Um grupo de pessoas não identificadas incendiou uma igreja nas primeiras horas desta quinta-feira, 22 de outubro de 2009, no vilarejo de Jakaram, Mulugu Mandal, distrito de Warangal, Andhra Pradesh, Índia.
De acordo com uma notícia publicada no site do Global Council of Indian Christians, o ataque à Igreja pertencente à Sociedade Missionária da Índia, aconteceu às 2h.
O templo foi incendiado por criminosos não identificados, e a matéria afirma que quando os vizinhos ouviram o barulho correram para fora e viram a igreja pegando fogo. Então, eles informaram o pastor imediatamente, e também ligaram para a brigada de incêndio.
No momento em que os bombeiros chegaram, 50% da igreja já estava destruída.
Um policial local registrou um boletim de ocorrência e garantiu que será realizada uma investigação mais detalhada.
Esse incidente recebeu atenção de todos os jornais locais do Estado de Andhra Pradesh.
A igreja é liderada pelo pastor P. Kumarswamy, 45, que iniciou seu ministério nos vilarejos vizinhos em 2000. Em 2005, essa igreja, que agora tem cerca de 60 membros, foi estabelecido no vilarejo de Jakaram. O templo está situado a aproximadamente 60 metros da casa do pastor Kumaraswamy.
Fonte: ASSIST New Service/Portas Abertas

Pastor é atacado em frente à igreja

No dia 25 de outubro, cerca de 11 homens mascarados atacaram brutalmente um pastor na cidade de Mastoori, Madhya Pradesh, Índia.
De acordo com os relatos, o culto de domingo na Igreja de Deus Bersheva foi encerrado por volta de meio-dia quando um jovem se aproximou do pastor Pavithra Kumar, 28, perguntando sobre um menino que estava desaparecido. O pastor respondeu que não havia visto ninguém, e o jovem foi embora.
Após alguns minutos, o jovem voltou com 10 outros homens em seis bicicletas e o grupo começou a agredir o pastor com tacos de madeira e com seus próprios punhos.
Quando o pastor tentou correr para a igreja, uma mulher foi envolvida na agressão e ficou ferida. Então, o pastor conseguiu entrar em uma casa e fechar a porta. Os homens ameaçaram o pastor e os membros da igreja e foram embora.
Fonte:ANS/Portas Abertas

México: Família evangélica tem seu fornecimento de água cortado

Mariano Gregorio Gómez González, um evangélico que vive na comunidade de Jech’vo, Chiapas, México, tem resistido à pressão que as autoridades católicas locais tem feito contra sua família e se recusou a pagar as ofertas aos deuses locais. As autoridades de Jech’vo concordaram no dia 13 de setembro a cortar o fornecimento de água para a família de Mariano. Elas também decidiram que se Mariano não mudar de atitude e começar a frequentar a Igreja Católica, ele será preso.
Mariano Gregorio recebeu a Cristo há cinco anos junto com o resto de sua família. Ele se casou um ano depois e, agora, tem uma filha. No dia 26 de julho, na comunidade de Jech’vo, as autoridades locais junto com alguns líderes católicos começaram a pressionar Mariano para cooperar com os festivais católicos chamados de “Tekel toj”. Durante o período do festival, todos os moradores da comunidade devem se envolver com as festa comprando flores ou presentes para levarem como oferenda aos montes que ficam ao redor da comunidade de Jech’vo. A crença é a de que os deuses moram nos montes, portanto, é obrigação para todos levar as ofertas lá.
As ofertas
As ofertas são apresentadas diversas vezes por ano no cume dos montes e ao redor da comunidade. Os lugares são alterados para que os diferentes deuses das montanhas possam receber uma oferta. Mariano Gregorio, que frequenta a Igreja Asas de Águia na comunidade de Pasté, foi selecionado para comprar as flores para a Igreja Católica local, mas por causa de sua fé em Cristo, ele se recusou a comprar as oferendas que seriam dadas a esses deuses locais. Por causa disso, as autoridades locais junto com alguns líderes católicos começaram a exigir que Mariano desse uma oferta em dinheiro todos os meses.
Como Mariano não dava o valor, as autoridades locais decidiram cortar seu suprimento de água no dia 13 de setembro. Além disso, se ele não participasse dos festivais católicos, ele seria preso.
No momento, uma ação foi acionada no departamento de justiça de Chiapas, apesar de que o departamento já estivesse ciente da situação. As autoridades governamentais de Chiapas intimaram os líderes católicos e as autoridades da comunidade de Jech’vo duas vezes, mas eles ainda não responderam.
Mariano disse: “Não me importo com as consequências que isso pode me levar a sofrer. Sei que crer em Cristo não é um crime e não tenho medo”. O pai de Gregório é uma das autoridades locais na comunidade, na verdade, a segunda pessoa no comando. Apoiando o filho e a legislação federal mexicana, ele disse que iria resignar de seu cargo se as autoridades não permitissem a liberdade religiosa na comunidade.
As festividades “Tekel toj” não incluem apenas celebrações religiosas. Elas incluem um tipo de serviço comunitário no qual todas as pessoas se reúnem e constroem algo que traga benefícios para a comunidade. Alguns dos projetos já realizados incluem reparação de estradas e manutenção do sistema de água. Mariano Gregorio disse que não havia problema algum para ele participar dessa parte da festividade de “Tekel toj”, porque essa parceria iria beneficiar a comunidade. Ele acredita que é bom para eles se reunirem e juntos construírem estradas, escolas e sistemas de água potável, mas as autoridades locais de Jech’vo estão incomodadas com sua recusa de participar das atividades religiosas da festa de “Tekel toj”. Geralmente, as famílias são convidadas a participar das oferendas da festa de “Tekel toj” a cada dois ou três anos, mas os oficiais de Jech’vo estão pressionando Mariano e sua família desde que se tornaram evangélicos a participar a cada três meses. Mariano não é o único membro da família Gómez González que foi afetado pela perseguição. Seu irmão, Andres, está também sofrendo com as consequências dela, porque recebeu a Cristo há cinco anos. Andres vive atualmente na cidade de El Carmen, Campeche, porque não conseguia ser empregado em sua cidade natal. Já que ele é considerado um membro da comunidade de Jech’vo, ele recebeu um telefonema dos líderes de Jech’vo e eles lhe ofereceram uma posição de liderança no próximo festival da comunidade, sabendo que ele rejeitaria, porque é um cristão. Como era de esperar, Andres rejeitou a oferta que fez com que as autoridades de sua comunidade natal lhe dissessem que assim que voltasse para lá seria preso.
Fonte:Portas Abertas

Testemunho: Ex paquito que disse que “Xuxa é satanista” hoje é missionário no pior país do mundo

Alexandre Canhoni, conhecido como Xand, é ex paquito que afirmou que Xuxa tinha pacto com o diabo e era satanista, hoje vive no Niger e concedeu uma entrevista exclusiva a Globo, confira:
O objetivo de Alexandre Canhoni era ajudar as pessoas que vivem no pior lugar do mundo. Depois de ter atuado na TV como paquito Xand do “Xou da Xuxa” e de ter deixado a carreira musical de lado para se tornar evangélico, ele tinha se decidido a viajar para algum lugar como Iraque, Paquistão, Serra Leoa, países em conflito em que a população sofria, e fazer trabalho humanitário. Foi quando ouviu falar do Níger, último colocado do ranking de Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, pela primeira vez. “Perguntei o que tinha por lá, e me disseram que ‘nada’”, contou, em entrevista ao G1, por telefone. Então, ele decidiu se mudar para Niamey, capital do país africano com a pior qualidade de vida do mundo, onde vive há oito anos.
“O país não tinha realmente nada”, contou. “Só agora chegaram detectores de metais no aeroporto, a previsão é de que chegue cartão de crédito daqui a cinco anos, há apenas três restaurantes e a cultura muçulmana é bem radical. Não tem cinema, são pouquíssimas as televisões, que normalmente têm uso comunitário e o que mais passa são programas religiosos islâmicos”, disse. Na capital, segundo ele, que hoje tem 38 anos, há algumas avenidas de asfalto e dois lugares com internet, como lan houses. A energia elétrica vem da Nigéria e muitas vezes falta. “Uma vez ficamos dois dias sem energia elétrica e perdemos muita comida que tínhamos em nossa geladeira.”
Localizado no oeste africano, logo abaixo do deserto do Saara (parte do território fica no deserto), o Níger ficou em 182º lugar no ranking de qualidade de vida, com IDH de 0,34, pior que o do Afeganistão, palco de uma ação militar comandada pelos Estados Unidos. A população de 15,3 milhões de nigerinos tem uma expectativa de vida de apenas 52 anos, e apenas 28% deles são alfabetizados. Trata-se de um dos países mais pobres do mundo, com Produto Interno Bruto per capita anual de apenas US$ 700 (cerca de R$ 1.200) (o do Brasil é de US$ 10.200, quase R$ 17.500, segundo a mesma fonte, a CIA).
Apesar da pobreza, segundo Canhoni, há também pessoas muito ricas no país, que vivem da exploração de urânio e petróleo e que chegam a serviço de multinacionais que, segundo Canhoni, não ajudam no desenvolvimento local. O problema é que há um abismo entre os ricos e os pobres, sem uma classe média, e o preço das coisas à venda é muito alto. “Um litro de leite nos dois únicos mercados custa o equivalente a R$ 6, um quilo de tomate pode chegar a R$ 25. Quanto mais pobre é o país, mais caras são as coisas. Não adianta levar dinheiro e a gente leva do Brasil o máximo de coisa que a gente pode. As pessoas são ou muito pobres ou muito ricas. Vivemos em um dos melhores bairros, mas em frente a nossa casa há barracos em que vivem muitas pessoas que ajudamos. É um contraste muito pior de que o tradicional de prédio de luxo e favela, que se vê no Brasil”, disse.
Segundo ele, os empregos são raríssimos. As pessoas normalmente trabalham como guardas na frente da casa de estrangeiros e ganhando muito pouco, que dá no máximo para comer. Alguns oferecem serviços de turismo, também, levando as pessoas para conhecer o deserto do Saara. “Gostaríamos de incentivar a formação de emprego atraindo empresas para lá, e com algo como uma central de reciclagem de lixo.”
Alexandre Canhoni e crianças nigerinas que recebem apoio no país de pior qualidade de vida do mundo
Brasileiros e ajuda
Canhoni é um dos criadores do grupo Ministério Guerreiros de Deus, que diz ser uma ONG aberta à participação de todos que queiram ajudar a população em dificuldade, não apenas uma instituição religiosa. No apoio que oferece à população carente, ele trabalha a nutrição e a formação de crianças e mulheres, sempre com trabalho religioso e leitura de mensagens bíblicas, contou. Esse tipo de ação em um país majoritariamente muçulmano (80%, segundo a CIA), faz com que sejam alvo de ataques e ameaças. “Chegaram a apedrejar nossa casa”, contou.
O grupo mora na capital, em uma casa alugada. Comprar imóvel por lá é muito caro, segundo ele. A casa é usada como moradia e abriga projetos de nutrição, aulas de músicas, marcenaria, cultos e atividades esportivas. O grupo também ensina mulheres a costurar, pintar e fazer artesanato. Canhoni disse que há também uma série de grupos internacionais que fazem projetos humanitários também. “Alguns só distribuem comidas, outras traduzem a Bíblia, mas somos pioneiros em dar uma apoio total de alimentação, lazer e formação de crianças carentes”, disse.
Entre as pessoas que atuam no trabalho humanitário, ele disse haver nove brasileiros. O país não tem uma representação oficial do Itamaraty, e a embaixada que cuida das relações com o Níger fica localizada na Nigéria – a região tem registro de 270 brasileiros entre os dois países, além de Burkina Faso. “Temos um conselho brasileiro de missionários no Níger. Sentimos falta de uma representação do Brasil, que está se tornando conhecido pelo nosso trabalho. Eles têm visto nossa bandeira, nossa cultura, mas falta representação oficial”, disse.
Coisas boas no pior lugar
Em um país sem “nada”, Canhoni disse ver o lado positivo nas pessoas, os nigerinos, que são receptivos e buscam melhorar um pouco sua vida. “Elas são pobres, não têm muita expectativa, mas são boas, se aproximam dos estrangeiros, buscam sair dessa situação horrível em que se encontram.” Pela pobreza, a corrupção é evidente, e maior de que no Brasil, segundo ele. “Mas não tem problemas de roubo como no Brasil. A lei islâmica é muito rigorosa, então é raro ver as pessoas fazerem isso. Elas têm uma consciência de não pegar o que não é delas, mesmo com toda a pobreza. As pessoas param para rezar, deixam o dinheiro de lado, mas não ocorre roubo.”
Canhoni conta que quem está no Níger para trabalhar com ajuda humanitária acaba não tendo tempo livre para lazer, então não sente falta disso. “Desde as 7h da manhã estamos ajudando eles, e trabalhamos até a noite.” Depois de oito anos vivendo assim, ele diz que sua expectativa é ficar lá até que o país saia da lista dos dez últimos países do mundo. “Ainda queremos montar escolas, centros esportivos, continuar desenvolvendo este trabalho para ajudar na vida difícil deles.”
Fonte: G1 /Gospel+

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Igrejas no nordeste brasileiro poderão ser demolidas

O Senador paraibano Efraim Morais (DEM) falou na tribuna do Senado Federal acerca da decisão do TJ da Paraíba de demolir templos religiosos que foram construídos em terrenos doados pela Prefeitura de João Pessoa durante a gestão do ex Prefeito, o Senador Cícero Lucena (PSDB). Efraim denominou o protesto liderado pela Vereadora Eliza Virginia (PPS) de “Protesto Santo”.
“Foi tomada no dia 6, por um protesto diferente: em vez de gritos de ordem, cânticos de louvores e orações fizeram parte da caminhada promovida por evangélicos, católicos e membros de outras religiões que estão com alguns de seus templos ameaçados por ações do Ministério Público junto à Justiça paraibana.
A caminhada teve destino até a Câmara Municipal de João Pessoa, onde acontecia uma sessão especial, que foi proposta pela Vereadora Eliza Virgínia, do PPS, recém-eleita na última eleição municipal. Ela convocou essa sessão para discutir a situação das igrejas evangélicas e católicas, bem como dos templos ecumênicos e outras instituições.” Comentou o Senador Efraim em seu discurso.
Efraim comentou ainda a importância das igrejas na recuperação de pessoas viciadas em entorpecentes dentre outras problemáticas sociais existentes na sociedade contemporânea. O Senador apelou para que toda a sociedade paraibana permanecesse unida e comentou que no protesto estavam presentes representantes de varias igrejas da capital a exemplo do Arcebispo da Paraíba Don Aldo Pagoto e do Pastor da Primeira Igreja Batista da Capital Estevan Fernandes.
“E aqui terminaria minhas palavras desejando sucesso tanto à igreja evangélica como à católica, assim como ao Poder Legislativo e ao Executivo, para que possamos abrir esse diálogo e buscar o entendimento. Parabenizo a Vereadora Eliza Virgínia, que teve a iniciativa de convocar a reunião especial para tratar do assunto. Eliza listou, no momento em que usava a sua palavra na Câmara dos Vereadores, várias igrejas e associações que correm o risco de perderem os terrenos doados pela Prefeitura, autorizado pela Câmara Municipal, votando uma Mensagem do Executivo. Evidentemente, ela afirmou que as igrejas católicas e evangélicas prestam um relevante serviço à sociedade, recuperando, muitas vezes, marginais e drogados, promovendo trabalhos educativos e sociais. Ainda disse a Vereadora que, entre as associações que podem perder a sede, há uma que, em quatro anos, doou toneladas de alimentos à sociedade e que, este ano, promoveu campanha de doação de sangue, com várias bolsas doadas ao hemocentro, fazendo saúde, fazendo o social, dedicando-se exatamente à recuperação de pessoas que muitas vezes não encontram na Justiça, não encontram no Governo uma solução, mas que encontram nas igrejas o caminho para se recuperarem.”
Fonte: Paraíba.com /Gospel+